É comum ver comentários nas redes sociais sugerindo que hackers presos acabam trabalhando para o governo, como para o FBI ou a CIA. No entanto, quem passou pelo sistema sabe que isso raramente corresponde à realidade por diversos motivos:

Muitos, especialmente adolescentes, lidam com questões de saúde mental ou são neurodiversos, tornando um ambiente de trabalho tradicional inadequado.

A "cooperação" oferecida pelas autoridades geralmente se resume a delatar outros criminosos, não a um emprego.

👉 Ao contrário da crença popular, a maioria dos presos por cibercrime não possui habilidades técnicas excepcionais. 👈

O sistema judicial priorizará a punição se acreditar que ela envia uma mensagem mais forte do que qualquer cooperação.

Além disso, a realidade do cibercrime mudou drasticamente desde os anos 90 e 2000. Hoje, as penas são severas (superiores a 15 anos de prisão), e envolver-se nisso, especialmente nos EUA ou Europa, é arriscar a vida inteira. A natureza remota do crime, onde as vítimas são apenas nomes numa tela, facilita a escalada das ações e suas graves consequências.
 
 
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