Me perguntaram se eu ia começar a trazer mais assuntos de AI, no sentido de pentest. E realmente vou. Acho que o emprego que mais vai sobreviver depois ali de 2030 é realmente encontrar falhas que AI produzem
Sobre a thread do IIS, filosofei um pouco mais nela aqui:
https://t.me/zeroc00i_news/916?comment=1524
https://t.me/zeroc00i_news/916?comment=1524
Me mandaram uma mensagem pedindo o link do grupo pra voltar pq tinha apagado a conta do telegram
Pra mim quando voces fazem isso é pq tao foragido
Pra mim quando voces fazem isso é pq tao foragido
Sobre fuzzing, o que voces usam pra encontrar arquivos e diretorios (essa pergunta vou direcionar pra mostrar uma que uso aqui que muitas vezes as pessoas nao conhecem)
Ambos são livros importados, caso você queira tê-los fisicamente. Então deve considerar como um investimento aos estudos.
Part 2
Foi assim que o conhecimento realmente avançou.
Quando Linus Torvalds escreveu numa lista de discussão que estava criando um sistema operacional “só por hobby”, ele não estava pedindo permissão. Décadas depois, o que começou como curiosidade roda o mundo.
Não foi construído por contrato. Foi construído por confiança.
Essa confiança é a anatomia da nossa gente: Ingênua o suficiente para compartilhar. Obcecada o suficiente para entender. Idealista o suficiente para acreditar que conhecimento aberto vale o risco, mesmo sabendo que o mercado pode fechar. Sabendo que podem lucrar em cima. E ainda assim publicando.
Porque o símbolo hacker nunca foi "o exploit". Foi a confiança.
Existe uma ironia que poucos admitem: o mesmo cérebro que detecta phishing em dois segundos, no mundo real ainda acredita nas pessoas. Exploramos vulnerabilidades em máquinas. Mas blindamos (ou tentamos blindar) as nossas. E quando alguém estende a mão, quando alguém responde um post às três da manhã, quando alguém compartilha seu conhecimento, algo muda. Não só o que sabemos, mas quem somos.
Terry Davis construiu um sistema operacional inteiro sozinho. TempleOS foi escrito praticamente em assembly, por anos. Genialidade nunca foi o problema. O isolamento foi. Sem comunidade, até a mente mais brilhante pode implodir sobre si mesma.
E talvez seja por isso que cada repositório aberto importa. Cada resposta paciente importa. Cada “valeu pela indicação” importa.
É a nossa recusa coletiva ao isolamento.
O mercado hoje sabe que precisa de nós. Mas antes disso, nós já sabíamos que precisávamos uns dos outros. Porque alguém que carrega uma paixão incompreendida só precisa encontrar quem a entenda. E, quando isso acontece, nunca mais está sozinho.
Se existe um dever hacker, é esse: nunca deixar a faísca queimar sozinha. Porque, muitas vezes, o que parece estranho é apenas o começo de algo que ainda não encontrou quem o compreenda. Se o mundo não entende a forma como você pensa, talvez seja porque você ainda não encontrou quem compartilhe a mesma obsessão. O que parece fora do lugar, muitas vezes, é só a faísca esperando outra para acender.Part 1
Disseram que sem faculdade você não seria ninguém. Que o método era sentar, ouvir, repetir.
Mas enquanto isso, você se perguntava demais o porquê das coisas: inclusive o porquê de enxergar os problemas da maneira que todos esperavam.
Por que sempre faziam de tudo um número, uma fórmula, um protocolo rígido?
Por que tudo tinha que ser assim tão previsível?
Você sabia que as respostas tradicionais não eram as únicas respostas.
A grande maioria das escolas não formam pensadores, mas sim candidatos a provas. A criatividade não era estimulada. A memória, sim.
Você já estava em busca de algo além, explorando as entrelinhas do código por conta própria. O que realmente importava não era seguir a metodologia engessada, mas sim entender o porquê de cada decisão, o que estava por trás de cada linha.
No mundo virtual, quem não tem mente curiosa fica para trás. Muitas vezes, é questão de sobrevivência. Basta um simples "copiar e colar" com sudo no terminal e você já está de mãos atadas. Lá tem gente de todo tipo, de todas as intenções, igual no mundo real, mas lá, por algum motivo, você consegue ver malícia e perceber um pouco mais sobre o que realmente está acontecendo.
Enquanto outros decoravam para a prova, você queria mais. Queria a essência. Queria questionar o processo e entender onde as respostas poderiam ser diferentes. Isso te levou a buscar outras fontes de aprendizado, outras formas de entender o mundo.
Você não estava apenas seguindo um currículo. Você estava desafiando o formato. Sabia que essa curiosidade, essa inquietude, era o que te levava a entender o que o sistema tradicional não te ensinava.
A mente inquieta não gostava de seguir regras. Gostava de pensar em como quebrá-las. E decorar era sinônimo de aceitar o previsto. Mas o hacker não aceita o previsto: o hacker entende o que há por trás das regras, como um código que está além da superfície, e sabe que, para dominar a máquina, é preciso antes entender suas vulnerabilidades.
Você nunca foi só um espectador. Você foi alguém que testava as fronteiras e sabia que as regras estavam aí para serem desafiadas.
Foi nesse momento que a internet fez o que nenhuma instituição fez: ela colocou esses cérebros na mesma sala. Sem palco. Sem diploma. Sem autoridade formal. Alguém postava uma solução. Outro entendia. E ali nascia algo raro: reconhecimento sem hierarquia. Você já resolveu um problema em dois minutos porque alguém deixou a resposta num fórum? Alguém passou dias naquilo. E publicou de graça.Lembram do bafafa falando que a h1 tava vendendo um produto que parecia ter sido treinado usando os reports da H1?
Saiu um video com o founder e CTO de lá falando sobre isso:
https://youtu.be/Pa4wWv_ONjM
https://lab.ctbb.show/research/can-a-predicted-window-open-target-really-be-that-impactful